[Intro]
Dias quentes, chapéu na mão, quem me chama lá fora?
Ares de sertanejo, vaneirão no calor que não demora.
[Verse 1]
Tem alguém curioso batendo, o que ele quer afinal?
Eu toco violão, bateria no peito, fogo no meu quintal.
No sol eu saio de chapéu, pra não me queimar, meu ritual.
Eu aumento o volume a mil, doze é pouco pra meu astral.
[Chorus]
Não fico calado quando o mundo quer incomodar,
Deixo a vizinhança ouvir meu jeito de tocar.
Se a galera pergunta, eu tô aqui pra animar,
Meu passo é leve, meu ritmo é pra dançar.
[Verse 2]
Minha irmã briga: não sai sem me avisar, rapaz.
Mas a bagunça é norma quando o arrasta pé entra no ar.
Preciso de alguém, quem sabe minha namorada está lá,
Truco e levanto, segunda-feira já no embalo a girar.
[Bridge]
Se não me encontrar às meia-noite, pode notar:
Estarei dormindo, ou acordando pra nova cantar.
[Chorus]
Não fico calado quando o mundo quer incomodar,
Deixo a vizinhança ouvir meu jeito de tocar.
Se a galera pergunta, eu tô aqui pra animar,
Meu passo é leve, meu ritmo é pra dançar.
[Outro]
Entre modas e passos, sigo a pé, sigo a pé, sigo a pé—arrasta pé, que é meu lar.