[Intro]
No sertão da vizinhança, vento de poeira no ar
Edmilson sorri calado, o dia começa a cantar
[Verse 1]
Na roça ali perto, o vizinho não quer perdoar
Galinhas atravessam o cercado, só pra poder descansar
“Se atravessarem pra lá, eu como o capim dele sem pensar”
Mas as penas insistem no caminho, não vão se calar
[Pre-Chorus]
E eu vejo a ruga da inveja, brilhando como o luar
Quem guarda rancor na cozinha, guarda também o pra cá e pra lá
[Chorus]
Edmilson é bom pra todo mundo, mesmo quando o chão treme na rua
A inveja bate na porteira, mas a justiça é de quem não teme
Galinhas marcham devagar, a vila inteira testemunha
Que o coração do homem é raiz forte, que não cai com a ventania
[Verse 2]
O capim fica do lado dele, o vizinho rosna de raiva
Mas Edmilson ajuda a colher, com o sorriso que não se emenda
As galinhas, teimosas, sabem onde é o lugar do pé no chão
Entre vizinhos, uma promessa de respeito e união
[Pre-Chorus]
A compaixão cresce como palma ao vento que passa
Quem guarda rancor hoje aprende que o bem não se enforca
[Chorus]
Edmilson é bom pra todo mundo, mesmo quando o chão treme na rua
A inveja bate na porteira, mas a justiça é de quem não teme
Galinhas marcham devagar, a vila inteira testemunha
Que o coração do homem é raiz forte, que não cai com a ventania
[Bridge]
Forró no curral, passos que contam a história
Dois amigos, três vizinhos, no compasso da memória
[Chorus]
Edmilson é bom pra todo mundo, mesmo quando o chão treme na rua
A inveja bate na porteira, mas a justiça é de quem não teme
Galinhas marcham devagar, a vila inteira testemunha
Que o coração do homem é raiz forte, que não cai com a ventania
[Outro]
E quando a noite desce, o terreiro volta a respirar
Edmilson segura a linha do tempo, com o bem que sabe plantar