[Intro]
Por entre as sombras do meu quarto, o tempo sussurra seu nome.
[Verse 1]
Vejo o mapa da minha rua antiga, desenhado na pele do coração,
Portas que não existem mais, mas abrem memórias a cada estação.
Um cheiro de chuva na calçada, brinquedos que o vento levou,
E alguém que ficou ali, no silêncio, me olhando de longe com dó.
[Verse 2]
Fotografias amareladas guardam sorrisos que não voltam igual,
Cartas sem dizer tudo que eu queria, guardadas no fundo do papel.
Cabelo de verão, risos no portão, o tempo passou sem pedir licença,
Onde tudo foi menino, hoje é apenas lembrança e paciência.
[Pre-Chorus]
Se eu fechar os olhos, ainda ouço o riso da cidade a se agitar,
E as vozes que já não passam mais, parecem vir para me acalmar.
[Chorus]
Ah, saudade, você me visita sem pedir licença,
Carrega os nomes que o tempo levou com delicadeza.
É a pele da memória, tatuada sem pressa,
Chama o coração para um convívio de distância e beleza.
[Verse 3]
Lugar que não existe mais, me leva para o que foi real,
Mesa posta, cheiro de pão quente, uma voz doce no final.
Pegadas na areia fria do cais que não voltou a existir,
Eu sigo os passos de quem eu fui, tentando aprender a sorrir.
[Pre-Chorus]
Se eu respirar fundo, o presente fica pequeno diante do que ficou,
E o passado me oferece um abraço que dói e acalenta ao mesmo tempo.
[Chorus]
Ah, saudade, você me visita sem pedir licença,
Carrega os nomes que o tempo levou com delicadeza.
É a pele da memória, tatuada sem pressa,
Chama o coração para um convívio de distância e beleza.
[Bridge]
Pode o mundo reconstruir o que se foi, ainda que de leve, em cinza e cor,
Eu guardo a afetuosa distância do que não volta, com amor.
[Chorus]
Ah, saudade, você me visita sem pedir licença,
Carrega os nomes que o tempo levou com delicadeza.
É a pele da memória, tatuada sem pressa,
Chama o coração para um convívio de distância e beleza.
[Outro]
Fica o silêncio entre as casas que já não existem mais,
E a certeza suave de que o amor ainda está aqui, em mim, para sempre.