[Intro]
Ah, o chefe chegou, com sorriso de leão
Mas só fala com a Matilde, que tentação
[Verse 1]
Estou farto de raspar centrífugas, meu dia não larga o chão
Entre memórias de antigamente, sinto o peso da nação
Correia é o colega que ele defende, parece que não vê a pressão no coração
E eu aqui a ouvir calar, como se fosse decreto de sóis sem salvação
[Pre-Chorus]
Quase todos os dias ele aperta o botão da ironia
Mas eu sigo de pé, sem perder a Baltazar da minha alegria
[Chorus]
Oh, chefe, dá licença ao meu jeito de rir de si
Entre papéis e cafeterias, eu vou vivendo enfim
Defende o Correia, cala a mim, cala a mim também
Queria um descanso, mas a memória pede pé régua e papel, enfim
[Verse 2]
Memórias do tempo antigo, quando o catálogo cabia na mão
Agora a centrífuga gira, e o meu humor gira mais ainda, então
Matilde é quem ele acha que manda, mesmo quando o relógio já não é cão
Eu fico aqui, com orgulho de quem não amolece, bravura em vão
[Pre-Chorus]
Risos forçados, reuniões que não sabem mais o que são
Mas eu sigo em frente, com a minha canção de fulgor e bofe não falam não
[Chorus]
Oh, chefe, dá licença ao meu jeito de rir de si
Entre papéis e cafeterias, eu vou vivendo enfim
Defende o Correia, cala a mim, cala a mim também
Queria um descanso, mas a memória pede pé régua e papel, enfim
[Bridge]
Ai, a água do copo já é minha única testemunha fiel
Que a pasta se acumula lá fora, mas cá dentro ainda há réguas de papel
[Chorus]
Oh, chefe, dá licença ao meu jeito de rir de si
Entre papéis e cafeterias, eu vou vivendo enfim
Defende o Correia, cala a mim, cala a mim também
Queria um descanso, mas a memória pede pé régua e papel, enfim
[Outro]
E assim sigo, entre risos tortos e nostalgia no peito
No escritório da vida, o cotidiano é o meu jeito perfeito