[Intro]
No compasso do vento, eu sigo o mapa que não existe mais.
Entre ruídos de cidade e silêncio brincalhão, eu me encontro no vão da saudade.
[Verse 1]
Procuro um lugar que nunca foi meu endereço, apenas uma lembrança que respira rarefeito.
Um refúgio imaginação que se esvai à mão quando a tarde pede realismo.
Caminho entre esquinas de memória, perguntando quem sou quando a miragem some.
[Pre-Chorus]
Se a casa que eu quero não cabe em mim, talvez eu seja o próprio corredor entre portas.
Se o sonho se desfaz ao toque, fico com o peso suave de me entender melhor.
[Chorus]
O refúgio sou eu, construido no peito para existir.
Quando a cidade aperta, eu volto a me reconhecer, a me ouvir.
Sedento de ter calma, eu descubro meu próprio lugar interior.
O rastro da nostalgia aponta para dentro, onde começo a me refazer.
[Verse 2]
Deslocado entre mapas que não têm chão, eu aprendo a ler meu pulso como bússola.
A cada passo, a minha identidade se refaz, entre perguntas que o silêncio responde.
O que eu busco é menos um endereço e mais uma ideia que persiste em ficar.
[Pre-Chorus]
Se o refúgio não existe lá fora, ele se forma aqui dentro, em cada escolha que faço.
Se a realidade desfaz a ilusão, eu ganho a coragem de ser quem eu sou de verdade.
[Chorus]
O refúgio sou eu, construido no peito para existir.
Quando a cidade aperta, eu volto a me reconhecer, a me ouvir.
Sedento de ter calma, eu descubro meu próprio lugar interior.
O rastro da nostalgia aponta para dentro, onde começo a me refazer.
[Bridge]
Questiono o vento: quem sou quando o mapa cai?
A resposta dança na fresta entre sonho e razão.
Se me perco, retorno ao centro que não se muda: meu peito, minha voz, meu chão.
[Chorus]
O refúgio sou eu, construido no peito para existir.
Quando a cidade aperta, eu volto a me reconhecer, a me ouvir.
Sedento de ter calma, eu descubro meu próprio lugar interior.
O rastro da nostalgia aponta para dentro, onde começo a me refazer.
[Outro]
Não há porta que me leve ao lugar sonhado; há um caminho que eu faço ao me aceitar.
E se o mapa some, eu sigo o mapa interior que sabe onde eu pertenço.