Nasci com mar dentro do pensamento,
sinto a maré mesmo sem vento,
cara tranquila, olhar violento,
coração aberto, sistema lento.
Toda a gente fala, pouca gente sente,
eu vejo o mundo diferente,
dor escondida atrás da corrente,
alma cansada mas ainda quente.
Sou água funda, não poça vazia,
mudo de forma, nunca de energia,
há noites inteiras dentro do dia,
há paz falsa dentro da euforia.
Peixes no signo, peso no peito,
amo demais, defeito perfeito,
dou tudo ao mundo, fico sem jeito,
mas volto mais forte depois do efeito.
Eu sou Peixes, maré sem fim,
caos por fora, oceano em mim,
sinto o peso antes do impacto,
vivo no fundo, mas nunca me parto.
Eu sou Peixes, água e trovão,
muita emoção dentro da razão,
metade silêncio, metade explosão,
alma perdida em transformação.
Tenho memória no toque e no som,
sinto energia no olhar e no tom,
há gente vazia a fingir que é bom,
eu vejo verdade mesmo no dom.
Às vezes afundo sem ninguém notar,
fico calado só para observar,
aprendi cedo que sentir demais
faz certas almas não voltarem jamais.
Mas fiz da dor combustível raro,
hoje até no escuro eu disparo,
mundo gelado, coração caro,
olho tranquilo, espírito armado.
Não sou perfeito, sou intensidade,
metade loucura, metade verdade,
quem nasce água aprende a mudar,
mas nunca esquece como sonhar.
Eu sou Peixes, maré sem fim,
caos por fora, oceano em mim,
sinto o peso antes do impacto,
vivo no fundo, mas nunca me parto.
Eu sou Peixes, água e trovão,
muita emoção dentro da razão,
metade silêncio, metade explosão,
alma perdida em transformação.