[Intro]
Rasgam-se os dias na linha do tempo, mas o correio não falha
Entre selos e carimbos, o coração envia o mais fiel mapa de nós
[Verse 1]
Cartas que chegam como um fogo manso, amassadas pelo vento da distância
Cada palavra é um abraço que se guarda no envelope côncavo da lembrança
Promessas desenhadas com tinta que ainda respira, esperando o outro lado da cidade
O tempo desliza entre as páginas, trazendo o cheiro de teus encontros lembrados
[Chorus]
Envela-me a saudade, carta que não se assina, chega devagar
Perfuma o quarto com memórias de quem ficou para amar
Selo a selo, promessas que o tempo não desfaz
Mesmo longe, teu sorriso encontra meu par de olhos, minha paz
[Verse 2]
Envelopes gastados, marcados pela chuva de uma manhã antiga
Pontos de encontro anotados com cuidado, como se fossem mapas para o reencontro
As cartas empilham-se na mesa, empoeiradas mas vivas, cheias de luz antiga
E cada linha é um passo que me aproxima de ti na linha do tempo que não some
[Chorus]
Envela-me a saudade, carta que não se assina, chega devagar
Perfuma o quarto com memórias de quem ficou para amar
Selo a selo, promessas que o tempo não desfaz
Mesmo longe, teu sorriso encontra meu par de olhos, minha paz
[Bridge]
Se um dia o correio falhar, ainda haverá o gesto de abrir a gaveta
Rasgar a poeira, ler outra vez o que ficou de nós naquela última carta
[Chorus]
Envela-me a saudade, carta que não se assina, chega devagar
Perfuma o quarto com memórias de quem ficou para amar
Selo a selo, promessas que o tempo não desfaz
Mesmo longe, teu sorriso encontra meu par de olhos, minha paz
[Outro]
No silêncio entre os carimbos, eu ainda espero o teu sinal
Até o correio voltar a soar, nosso amor terá um novo papel final