(Verso 1)
A fumaça sobe da velha lareira,
Como promessas que ninguém cumpriu.
Teu retrato dorme na prateleira,
Enquanto o tempo esquece quem partiu.
Os vitrais refletem meu luto eterno,
Cada passo ecoa como uma oração.
Você levou a primavera consigo,
E deixou o inverno no meu coração.
(Pré-Refrão)
Se o destino escreveu nosso fim,
Por que teu nome vive em mim?
Mesmo longe, mesmo sem voz,
Ainda restam sombras de nós.
(Refrão)
Volta... nem que seja pra me esquecer.
Volta... só pra eu te ver partir.
Meu último pecado é amar você.
Meu último milagre é resistir.
Volta.. nem que seja por um segundo.
Volta... antes do fim de tudo.
Se o amor virou escuridão,
Por que teu nome bate no meu coração?
(Verso 2)
A chuva escreve cartas na janela,
Mas nenhuma traz você de volta.
A lua veste luto sobre as nuvens,
E a esperança fecha a última porta.
Até o silêncio conhece teu rosto,
Até o frio aprendeu teu calor.
Fiquei sozinho entre as ruínas
Do que um dia chamamos de amor.
(Pré-Refrão)
As velas queimam devagar,
Como quem se recusa a apagar.
Eu continuo onde você ficou,
Preso no instante em que tudo acabou.
(Refrão)
Volta... nem que seja pra me esquecer.
Volta... só pra eu te ver partir.
Meu último pecado é amar você.
Meu último milagre é resistir.
Volta... nem que seja por um segundo.
Volta... antes do fim de tudo.
Se o amor virou escuridão,
Por que teu nome bate no meu coração?
(Ponte)
Se existe um lugar onde o amor não morre,
Talvez ele tenha esquecido de mim.
Porque desde que você fechou os olhos,
Toda esperança passou a ter fim.
Mas, quando a noite respira meu nome,
Ainda escuto você no vento.
Não como presença...
Mas como saudade.
(Último Refrão – explosão)
Volta... mesmo que seja um sonho.
Volta... mesmo que doa outra vez.
Meu último pecado é amar você.
Minha última luz é tua ausência.
Volta... antes que a noite me esqueça.
Volta... antes que eu vire lembrança.
Se existe amor depois da dor,
Então espera por mim... meu amor.
(Outro)
O relógio parou.
Mas meu coração.
Ainda espera