[Verso]
Tinta preta nos dedos, alma incompleta
cada linha que sai deixa a mente inquieta
já nem sei se escrevo ou se a dor se manifesta
mas há noites em que o peito não aguenta
Janela aberta, cidade deserta
luz da madrugada na cara cansada
eu risco memórias na folha molhada
como quem tenta salvar o que não salva nada
Há fantasmas no som da minha respiração
nomes perdidos dentro da confusão
e eu transformo silêncio em composição
porque sentir demais virou maldição
[Refrão]
Tinta preta…
escorre como saudade
mancha tudo o que é verdade
Tinta preta…
fala sem voz
do que morreu dentro de nós
[Outro]
E quanto mais a tinta cai
mais eu desapareço nela