[Intro]
Luz cintila na parede rachada, orvalho na paixão
Batidas de tecla, rezos na vibração
[Verse 1]
Cultuar a Deus numa igreja de reboco, coração de barro
Pingos de fé escorrem pelo altar, risos de sagrado e raro
Parafusos de esperança no teto que não quer ceder
Quem canta acorda a cidade, quem ora sabe agradecer
[Pre-Chorus]
Entre o promotor do dia e a noite que vem falar
Encontro o sagrado no pó, começo a respirar
[Chorus]
Ó Deus do reboco, ergue o meu rosto
Entre telhas gastas, eu encontrei o teu gosto
Mãos que trabalham, fé que não desiste
No templo simples, o teu amor persiste
[Verse 2]
Conversas na calçada, vozes que o vento guardou
Relíquias de papel, promessas que o craque amassou
Mas a vela não murcha, a voz não se cala
No cheiro de raspas de madeira, a alma se exala
[Pre-Chorus]
Se a cidade pede, eu me junto à multidão
Cantando por quem cala a própria oração
[Chorus]
Ó Deus do reboco, ergue o meu rosto
Entre telhas gastas, eu encontrei o teu gosto
Mãos que trabalham, fé que não desiste
No templo simples, o teu amor persiste
[Bridge]
Não é mármore, é memória que sustenta
Não é vitrine, é vida que alimenta
[Chorus]
Ó Deus do reboco, ergue o meu rosto
Entre telhas gastas, eu encontrei o teu gosto
Mãos que trabalham, fé que não desiste
No templo simples, o teu amor persiste
[Outro]
Na velha igreja, a gente reza junto
O mundo inteiro cabe no nosso afeto