[Intro]
Sob a luz de casa, a porta entreaberta, eu sorrio sozinho.
[Verse 1]
Você sempre foi meu gigante, mesmo quando eu era pequena.
No barulho da cozinha, seu silêncio me dizia tudo sem palavras.
Risos na sala, brigas bobas, depois você me defendeu na escola.
Hoje lembro das mensagens que não cheguei a enviar, da mão que não segurei,
Mas sinto o peso do amor que não desfaz, mesmo sem prometer demais.
[Chorus]
Irmão, eu ainda te penso, te encontro onde a lembrança mora.
Quero ouvir sua voz no fim do dia, ver o teu sorriso que me acalma.
Mesmo longe, sinto tua presença, como um abrigo em minha memória.
Quero te ver, quero te abraçar, devolver o cuidado que você me ensinou.
[Verse 2]
Naquelas manhãs de neve, eu te imitava no corredor.
Você perdia a paciência com as contas, eu contava meus segredos em voz baixa.
Cartas rabiscadas no caderno, promessas de ficar perto quando tudo custa.
Nos gestos simples, o amor se repetia, no café partilhado, no quarto junto.
[Chorus]
Irmão, eu ainda te penso, te encontro onde a lembrança mora.
Quero ouvir sua voz no fim do dia, ver o teu sorriso que me acalma.
Mesmo longe, sinto tua presença, como um abrigo em minha memória.
Quero te ver, quero te abraçar, devolver o cuidado que você me ensinou.
[Bridge]
Se o tempo nos levar pra longe, eu guardo teu cheiro na minha roupa,
Amanhã eu serei forte pra te chamar de volta, pra te manter por perto.
[Chorus]
Irmão, eu ainda te penso, te encontro onde a lembrança mora.
Quero ouvir tua voz no fim do dia, ver o teu sorriso que me acalma.
Mesmo longe, sinto tua presença, como um abrigo em minha memória.
Quero te ver, quero te abraçar, devolver o cuidado que você me ensinou.
[Outro]
Volto ao lar mesmo quando a cidade parece caber em uma mala,
e eu sorrio lembrando do nosso tudo que não cabe em silêncio.