[Intro]
Sou só eu, sem máscara, ouvindo o radar do meu próprio peito.
[Verse 1]
A cada olhar que passa, eu quase me escondo no meu silêncio.
Não é segurança, é peso na pele, é medo no tempo.
Me olho no espelho e a voz insiste: você não é bela, não é destino.
Eu repito: fea, feia, fea, feia, até que o eco me encontre.
[Pre-Chorus]
Entre orgulho e vergonha, eu balança a minha verdade,
Quero me aceitar, mas a dúvida me prende na ansiedade.
[Chorus]
Fea, fea, fea, fea, na minha cabeça insiste a canção,
Quero ser vista sem a ferrugem da minha própria opinião.
Fea, fea, fea, fea, eu repito até doer de novo,
Esperando alguém que me veja além do meu próprio desabafo.
[Verse 2]
Sigo por caminhos tortos, fingindo que tudo está bem,
Enquanto a insegurança faz morada na fresta do meu pé, também.
Não sei distinguir o que é meu de quem quer me moldar,
Eu peso meus passos, temo o andar que pode me derrubar.
[Pre-Chorus]
Entre orgulho e vergonha, eu balança a minha verdade,
Quero me aceitar, mas a dúvida me prende na ansiedade.
[Chorus]
Fea, fea, fea, fea, na minha cabeça insiste a canção,
Quero ser vista sem a ferrugem da minha própria opinião.
Fea, fea, fea, fea, eu repito até doer de novo,
Esperando alguém que me veja além do meu próprio desabafo.
[Bridge]
Se amanhã alguém disser que sou suficiente, eu tremo ainda,
Porque o meu reflexo não sabe onde mora a minha verdade antiga.
[Chorus]
Fea, fea, fea, fea, eu ainda vou dizer quem sou, sem pudor,
Mesmo que a voz me wage, eu busco um lugar onde eu seja amor.
Fea, fea, fea, fea, e se a beleza é um mapa, eu sigo sem mapa,
Pode levar tempo, mas a aceitação pode começar na minha rima.
[Outro]
Fea, fea, feia, feia—eu repito para aprender a segurar meu lugar.
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