[Intro]
Silêncio pesado atravessa o asfalto, brilho antigo respira
Uma sombra lenta acompanha o rastro do motor, guincha baixinho
[Verse 1]
Vinícius.2010 - Muscle Car, aço que não dorme, VINIL de sombra em movimento
O chão respira ecos, passos sem passos, relógios parados na poeira
Linhas e chiados se entrelaçam, o habitante da noite observa pelo vidro quase invisível
O motor canta em baixa frequência, um coração de ferro que não aceita silêncio
[Pre-Chorus]
Silêncio entre cada respiração, o tempo se contorce, o ar se prende
Notas longas, pausas curtas, respirações que parecem sussurrar nomes não ditos
[Chorus]
Presença que não se vê, mas se sente o tempo inteiro
Olhos nas sombras, o medo respira junto, o vazio fica mais denso
A cada silêncio, o mundo parece encolher, aterrorizante e claro
O brilho do painel lança visões que não chegam a tocar
[Verse 2]
Cavidades de escuridão entram pelo câmbio, pelas fendas da memória
As criaturas invisíveis desenham um mapa de observação ao redor do aço
Suspense estende seus dedos entre o vento e o metal, frio como aço de catedral
O rugido contido do motor vira uma respiração antiga, quase humana
[Pre-Chorus]
Suspenso entre orelhas da noite, o silêncio passa como véu fino
Pausas se alongam, o tempo arranha o espaço, o medo se faz presente
[Chorus]
Presença que não se vê, mas se sente o tempo inteiro
Olhos nas sombras, o medo respira junto, o vazio fica mais denso
A cada silêncio, o mundo parece encolher, aterrorizante e claro
O brilho do painel lança visões que não chegam a tocar
[Bridge]
Sussurros distantes atravessam o asfalto, ecos que não se calam
Respirações contidas, cadência de passos que não caminham
Sombras observam, compasso de uma noite sem fim
[Chorus]
Presença que não se vê, mas se sente o tempo inteiro
Olhos nas sombras, o medo respira junto, o vazio fica mais denso
A cada silêncio, o mundo parece encolher, aterrorizante e claro
O brilho do painel lança visões que não chegam a tocar
[Outro]
O carro permanece, vigilante no vazio, respirando a escuridão
Pausas finais, um suspiro que não completa a história
A sombra recua, apenas um eco de motor na quietude interminável