[Intro]
No cheiro de poeira, giro a lembrança do passado
A lua lá no alto, testemunha meu pecado
[Verse 1]
Eu era silêncio entre cavalos e tambores da vaquejada
A cada volta no laço, eu perdia mais a minha casa
A bebida chegou cedo, como sombra na porteira
Foi levando o riso da minha filha na beira da cerca
A mãe varria o chão, procurando o meu norte perdido
E o celular tocava com o eco de um “vem, filho querido” esquecido
[Pre-Chorus]
Cordoado de culpa, sinto o mundo desabar
A cada gole, a cada erro, eu tento me levantar
[Chorus]
Onde foi que eu errei? Por que a família se desfez
O riso deles parece água que o vento levou demais
Quero voltar no tempo, reconstruir o que ficou pra trás
Caminho pela estrada, buscando redenção em tudo que vejo, eu sei
[Verse 2]
A vaquejada ainda briga, nos cavalos de ferrugem antiga
Meu coração responde com a garganta seca, que vergonha sentida
A casa tem porta improvisada, o telhado com buracos de chuva
As fotos da gente estão amassadas pela lama que assusta
As crianças perguntam do pai que sumiu entre poeira e luzes de neon
Eu não sei explicar, só sinto o peso do meu erro no chão
[Pre-Chorus]
Quero ouvir um novo começo, mas o mundo não espera
A cada abraço que não chega, minha alma fica inteira
[Chorus]
Onde foi que eu errei? Por que a família se desfez
O riso deles parece água que o vento levou demais
Quero voltar no tempo, reconstruir o que ficou pra trás
Caminho pela estrada, buscando redenção em tudo que vejo, eu sei
[Bridge]
Se a porteira abrir, eu sou capaz de ficar
Cuidar dos meus filhos, aprender a não derramar
Faróis da noite apontam pra uma nova direção
Uma mão firme me guia, pede: não fuja, tenha compaixão
[Chorus]
Onde foi que eu errei? Por que a família se desfez
O riso deles parece água que o vento levou demais
Quero voltar no tempo, reconstruir o que ficou pra trás
Caminho pela estrada, buscando redenção em tudo que vejo, eu sei
[Outro]
Amanhece na vila, coqueiros de chuva na varanda
Talvez amanhã eu encontre força pra começar de novo, quebrando a magia da dor