[Intro]
No começo era Saulo, fogo vivo de lei
Caminho marcado pela luta, pela fé que surge enfim
[Verse 1]
Saulo, o perseguidor, de farisaísmo a clarear
Guardava as vestes dos apedrejadores, pronto a punir para falar
Mas na estrada uma luz corta a noite, pergunta que não se cala:
“Saulo, por que me persegues?”, o coração que vacila e resvala
[Pre-Chorus]
A espada de orgulho cai no chão, a verdade vem sem alarmar
A palavra de Deus corta como lâmina, começa a brilhar
[Chorus]
Luz cegante, guia o caminho, transforma o que é e o que será
Do pergaminho e da pena nasce a teologia a iluminar
A palavra não está algemada, mesmo quando a cadeia é o próprio lugar
[Verse 2]
Viajante incansável, leva cartas que são coroamento de pensar
Éfeso, Corinto, Atenas, naufrágios a enfrentar
O cavalo tropeça na estrada, a visão muda o teu pensar
Cristo no horizonte chama: “Segue-me”, começa a transformar
[Pre-Chorus]
Do perseguidor surge um mensageiro, da dúvida desperta o poder
A missão intelectual brilha, como uma espada a esclarecer
[Chorus]
Luz cegante, guia o caminho, transforma o que é e o que será
Do pergaminho e da pena nasce a teologia a iluminar
A palavra não está algemada, mesmo quando a cadeia é o próprio lugar
[Bridge]
Entre prisões e viagens, a fé não se dobra nem se desfaz
A missão é compreender o mistério que a graça desfaz
[Chorus]
Luz cegante, guia o caminho, transforma o que é e o que será
Do pergaminho e da pena nasce a teologia a iluminar
A palavra não está algemada, mesmo quando a cadeia é o próprio lugar
[Outro]
Assim Jos de Damasco encontra a voz que não cessa de amar
A história de Paulo, arco que vence o que há por vir e faz lembrar