[Intro]
Acordo com o despertador que canta um quase segredo
O sol entra pela janela, pinta a xícara de leve ouro
[Verse 1]
O mundo lá fora corre, mas aqui o tempo se refaz
Cada dobra de roupa, cada passo, um compasso que me faz
Ver o doce no simples, o brilho no chão do meu café
Redescubro mil cores onde antes só havia quehaceres
[Pre-Chorus]
É no mínimo que a vida se revela, é no comum que eu me encontro
[Chorus]
Transformo o ordinário em extraordinário
Com olhos de quem ainda pode se encantar
Canto o cotidiano, inteiro, extraordinário
No silêncio simples, volto a acreditar
[Verse 2]
A chaleira canta sua música de ferro e vapor
O relógio marca rimas de um dia que não tem pudor
Mas eu paro, observo o vapor desenhar caminhos no ar
E descubro que o tempo se dobra quando eu começo a notar
[Pre-Chorus]
É no mínimo que a vida se revela, é no comum que eu me encontro
[Chorus]
Transformo o ordinário em extraordinário
Com olhos de quem ainda pode se encantar
Canto o cotidiano, inteiro, extraordinário
No silêncio simples, volto a acreditar
[Bridge]
Pequenos gestos fazem grandes mares surgirem
Um sorriso, uma xícara, um pronto-socorro de paz
[Chorus]
Transformo o ordinário em extraordinário
Com olhos de quem ainda pode se encantar
Canto o cotidiano, inteiro, extraordinário
No silêncio simples, volto a acreditar
[Outro]
E assim o dia se brinda, com encanto que se espalha sem pressa