[Intro]
Vaqueiro na varanda, chão de terra, céu de sertão
[Verse 1]
Sentado no batente da velha choupana, eu observo a imburana antiga
Suas galhas secas me levam de volta, cheiros de mato que o vento trazia das Roças de palma
Enfrente à cachoeira, as torneiras do mandacaru ainda choram na cerca que vigia a vida
[Chorus]
A vida corre, o tempo não espera, meu rosto carrega a história
Os anos passam, a coragem finda, meu orgulho ainda guarda a memória
A roupa tem cheiro de boi, do suor da lida, do mundo que eu vivi
[Verse 2]
Na ponta da estaca, um chifre de vaca Zebú assovia o passado
Eu conto minha vida como foi, cada choro, cada riscar do relento
As horas se vão, o vento traz vozes do peito, a roça de palma ainda segura a bondade
[Chorus]
A vida corre, o tempo não espera, meu rosto carrega a história
Os anos passam, a coragem finda, meu orgulho ainda guarda a memória
A roupa tem cheiro de boi, do suor da lida, do mundo que eu vivi
[Bridge]
Vaqueiro de estrada, de noite, de lua, meu canto é sala de memória
Aguenta firme, bravura de quem venceu a aridez, mesmo quando o dia cai
[Chorus]
A vida corre, o tempo não espera, meu rosto carrega a história
Os anos passam, a coragem finda, meu orgulho ainda guarda a memória
A roupa tem cheiro de boi, do suor da lida, do mundo que eu vivi
[Outro]
Pelo sertão eu sigo, com o vento na poeira, lembrança que não sai da pele
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