[Intro]
Oiço o giro da cidade, o vento da tua saia
Eu observo a tua vida, menina da rotunda
[Verse 1]
Na praça onde os passos se cruzam, tu passas devagar
Com um sonho na algibeira, sem medo de arriscar
A vida é uma voltinha, entre sorrisos e as contas no ar
És mulher que decide, mesmo quando o mundo quer mandar
[Pre-Chorus]
E eu, homem que te canta, fico na janela vendo te passar
Vejo a força que não se esgota com a miragem
[Chorus]
Na rotunda da cidade, onde o tempo se reparte ao meio
Tu giras a tua dignidade, deixas no chão o teu degredo
És força que não se apaga, és caminho que se abre ao vento
Eu canto o teu nome, e a rua fica mais perto das tuas aberturas
[Verse 2]
À beira do asfalto, contas as horas sem te queixar
Com o pai, filho ou marido, és tudo a rodar sem parar
O semáforo acende a tua história de luta e de amar
E no teu sorriso cabe o mundo que insiste em respirar
[Pre-Chorus]
E eu, homem que te canta, sigo o teu passo com admiração
Cada curva é uma vitória escrita na tua direção
[Chorus]
Na rotunda da cidade, onde o tempo se reparte ao meio
Tu giras a dignidade, deixas no chão o teu degredo
És força que não se apaga, és caminho que se abre ao vento
Eu canto o teu nome, e a rua fica mais perto das tuas aberturas
[Bridge]
Se a noite te envolve, tu seguras a tua mão com cuidado
Prometes que o amanhã traz é vão? E ele qcorda ao teu lado
[Chorus]
Na rotunda da cidade, onde o tempo se reparte ao meio
Tu giras a dignidade, deixas no chão o teu degredo
És força que não se apaga, és caminho que se abre ao vento
Eu canto o teu nome, e a rua fica mais perto das tuas aberturas
[Outro]
Continua a rodar, mulher da rotunda, continua a brilhar
O meu canto é teu testemunho, até a cidade te puder conhecer