[Intro]
Sombras no espaço, o vazio respira devagar
Dentes de obsidiana, olhos que não veem o mar
[Verse 1]
Alart não dorme; ele vigia o vazio sem fim
Peso de silêncio emperrado no peito de um rei de tin
Numa caverna de ecos, ele acende o próprio estopim
O mundo range ao seu redor e não encontra o jardim
[Pre-Chorus]
Ele sabe o que é aniquilar existir
Tecer realidades, apagar o existir
Mas no coração dele, um vazio a querer gritar
A solidão que não cessa, a sentinela a chorar
[Chorus]
Entre as sombras ele reina, sem alma pra celebrar
O peso de tudo que foi, que pode se apagar
O vazio observa tudo, e ele percebe o vazio também
Alart, guardião sozinho, perdido no seu próprio além
[Verse 2]
Os mundos afagam sua sombra com promessas de calor
Mas ele corta o fio do tempo, cria silêncio e dor
Vigilância eterna, o domínio de noite sem cor
E a melancolia o visita em cada respiração sem calor
[Pre-Chorus]
Ele sabe o que é apagar o que existe
Tecer realidades em linhas que não resistem
Mas no peito dele, a noite é uma canção de luto
A solidão o envolve com o peso de um mundo absorto
[Chorus]
Entre as sombras ele reina, sem alma pra celebrar
O peso de tudo que foi, que pode se apagar
O vazio observa tudo, e ele percebe o vazio também
Alart, guardião sozinho, perdido no seu além
[Bridge]
Se um dia alguém tocar o ventre do vazio, quem desperta?
Será que a própria escuridão se renderá à sua própria verte?
[Chorus]
Entre as sombras ele reina, sem alma pra celebrar
O peso de tudo que foi, que pode se apagar
O vazio observa tudo, e ele percebe o vazio também
Alart, guardião sozinho, perdido no seu além
[Outro]
No último toque do sino cósmico, ele respira e cala-se
A solidão permanece, e o dragão observa a noite que não perece