Verso 1
Andei perdido no eco do teu nome,
vivi no quase, no talvez, no “se”.
Fiz do silêncio a minha fome,
e esqueci-me de cuidar de mim também.
Procurei luz nos teus olhos,
quando a minha ainda ardia.
Fui tempestade nos meus próprios sonhos,
sem ver que o céu já clareava o dia.
Pré-Refrão
Não era prisão…
era projeção.
Não eras tu —
era o que eu sentia em mim.
Refrão
Hoje eu volto a mim,
sem pressa, sem fim.
Se for para amar,
que seja inteiro assim.
Já não corro atrás
do que não vem.
Se eu me tenho a mim,
já tenho alguém.
Verso 2
Portugal pode estar lento,
mas eu não estou parado.
O mundo pode ser pequeno,
mas o meu passo é alargado.
Não é sobre fugir,
nem provar nada a ninguém.
É sobre construir
o homem que eu sei que sou também.
Ponte (suave, quase falado)
Se um dia voltares,
encontras-me diferente.
Não mais carente —
mas consciente.
Refrão Final (mais aberto)
Hoje eu volto a mim,
leve dentro de mim.
Se for para amar,
que seja inteiro assim.
Já não peço sinais,
já não imploro ninguém.
Quando eu me tenho a mim,
já tenho tudo o que vem.