INTRO (falado, grave, piano + cordas leves)
WillySs Santos…
Não falo por afinidade…
Falo por justiça.
Se a detenção se confirma…
Não é rotina provincial.
É um teste à nossa consciência colectiva.
🎶 VERSO 1 (cadência firme, pausada)
Não estamos diante de um facto comum
Estamos diante de um espelho social
Que expõe a fibra moral de cada um
E testa a maturidade institucional
Eu e ele já fomos contrários
Já estivemos em lados opostos
Mas dissenso não apaga mérito
Nem conflito apaga propósitos
Honestidade é reconhecer
Mesmo quando dói admitir
Que há impacto real
No que se escolhe construir
🎶 PRÉ-REFRÃO (crescendo orquestral)
No Cunene abafado pelo medo
Vozes encontraram eco
Denúncias vieram à tona
Quando o silêncio era regra
🎤 REFRÃO (coral suave no fundo)
Se é para julgar, julgue com justiça
Se é para corrigir, corrija com razão
Mas não transformem crítica em crime
Nem divergência em condenação
Que o Estado seja Direito
E não instrumento de pressão
Porque autoridade sem equilíbrio
É apenas outra forma de opressão
🎶 VERSO 2
Onde está o homem perfeito?
Mostrem-no, indiquem-no
Porque a condição humana
É falha por princípio
Aos que ontem aplaudiam
E hoje se escondem na conveniência
A lealdade prova-se na tempestade
Não na zona de complacência
Muitas famílias reencontraram paz
Muitos clamores foram ouvidos
Algumas vidas foram salvas
Por actos que hoje são esquecidos
🎶 PONTE (instrumental quase para)
Não confundir autoridade com autoritarismo
Nem justiça com retaliação
Instituições se fortalecem
Quando actuam com imparcialidade e razão
O Cunene não precisa de espectáculo
Precisa de diálogo e estrutura
Precisa ouvir a crítica
Antes de combater a sua postura
🎤 REFRÃO FINAL (mais intenso, coral mais forte)
Que este momento não vire vingança
Nem ajuste de contas velado
Mas reflexão profunda
Sobre o futuro que será legado
Silenciar quem denuncia
Ou crescer com a crítica recebida?
Essa é a escolha colectiva
Que define o rumo da vida
🎙 OUTRO (falado, piano sozinho)