[Intro]
No arraiá da praça, o lampião acende a noite, a poeira levanta leve.
Raimunda Nonata sorri, o coração da gente late com o peito aberto.
[Verse 1]
Gente da rua, feijão no fogo, pipoca estoura na palma da mão.
Risos de criança, quem conta piada no canto: quem chegou atrasado hoje é o pai do João.
A quadrilha já aquece o passo, lenço na cabeça, casca de milho no avental.
Bicho-de-saco na praça, a tradição dança com o vento de São João.
[Pre-Chorus]
Lembranças de gente antiga, histórias que cabem no quintal.
A praça é quem chama: vem rindo, vem cantar, vem segurar a moral.
[Chorus]
Aqui todo mundo é amigo, bem-vindo é o meu lugar.
Juruna da memória acende a fogueira do coração no arraiá.
Se tropeçar na dança, ri junto, não há mal, sorrisos que vão passar.
É gente simples, é festa grande, é orgulho de morar no quintal.
[Verse 2]
A quadrilha gira devagar, casalzinho tropeça e o cocorote estala.
Donas de casa trocam receitas, bolo de milho quente na travessa.
Garoto do bar sempre serve café com cachaça dourada, risada tarde.
O violeiro canta meu parente que já não chegou, mas que lembra de casa.
[Pre-Chorus]
Memórias coladas na colcha da festa, pompas de papel colorido.
Quem chega com quentão na mão, brinda a coragem do meu povo querido.
[Chorus]
Aqui todo mundo é amigo, bem-vindo é o meu lugar.
Juruna da memória acende a fogueira do coração no arraiá.
Se tropeçar na dança, ri junto, não há mal, sorrisos que vão passar.
É gente simples, é festa grande, é orgulho de morar no quintal.
[Bridge]
Quem diria que o riso cabe tão bem entre o milho e o azevinho?
Coração batendo direito, costura a cidade no mesmo caminho.
[Chorus]
Aqui todo mundo é amigo, bem-vindo é o meu lugar.
Juruna da memória acende a fogueira do coração no arraiá.
Se tropeçar na dança, ri junto, não há mal, sorrisos que vão passar.
É gente simples, é festa grande, é orgulho de morar no quintal.
[Outro]
E quando a noite cai, Raimunda Nonata ergue a voz: conectados pelo abraço do arraiá.