[Intro]
No bar iluminado pela néon, a noite respira pesado.
O copo treme na mesa, como o mapa de um homem cansado.
[Verse 1]
Cheguei de viagem, os olhos carregados de asfalto e aço.
A culpa bate em cada tapa da lembrança, sem traço.
Frank, o peso do mundo na alça da mala, inteiro, inteiro.
A noite me diz que errei, que não há prêmio no zero.
[Pre-Chorus]
O brilho da bebida tenta apagar o que não quer calar,
Mas o silêncio na garganta sabe que é hora de encarar.
[Chorus]
Quero fugir, quero esquecer, mas a culpa fica junto do meu peito.
Se a estrada chama outra vez, eu sei que o preço é meu jeito.
Entre o alívio fugaz e o vazio que não se desfaz,
Eu sigo andando, coração em queda, procurando onde ficar para trás.
[Verse 2]
As viagens pesam nos ombros, promessas que não valeram.
Contrato, ficha,姓名 assinatura, tudo em papel que se desmancha pelas mãos.
A bebida embala uma fuga que não salva, apenas acalma,
Mas o barulho é o sussurro do peso que carrego na alma.
[Pre-Chorus]
O tique-taque do relógio mistura-se ao tilintar do copo,
Cada gole me lembra um erro que não cabe no rosto.
[Chorus]
Quero fugir, quero esquecer, mas a culpa fica junto do meu peito.
Se a estrada chama outra vez, eu sei que o preço é meu jeito.
Entre o alívio fugaz e o vazio que não se desfaz,
Eu sigo andando, coração em queda, procurando onde ficar para trás.
[Bridge]
Amanhã talvez eu peça perdão a mim mesmo, sem promessas,
Talvez repita menos o número das cidades desertas.
[Chorus]
Quero fugir, quero esquecer, mas a culpa fica junto do meu peito.
Se a estrada chama outra vez, eu sei que o preço é meu jeito.
Entre o alívio fugaz e o vazio que não se desfaz,
Eu sigo andando, coração em queda, procurando onde ficar para trás.
[Outro]
Quem sabe a manhã traga redenção ou apenas silêncio de fim de viagem.