[Intro]
Sussurros contidos no frio da madeira
O silêncio é bandeira, o vácuo é ponte
[Verse 1]
O homem de Nazaré não fala; age
Corta o vazio com o peso do martelo
Protege o segredo que o mundo não entende
Calando-se, ele constrói o que não se vê
[Pre-Chorus]
Luz que não canta, respira entre veios
Fuga-se do grito, volta ao aperto do nó
[Chorus]
Silêncio que molda o destino, firme como a trave
A casa respira mistério, o Mistério habita
Pedais em dó seguram o chão da santidade
O silêncio é a voz que não diz, mas faz
[Verse 2]
No primeiro sonho, acorda entre tábuas e suor
No segundo, o eco de um desejo abstrato se curva
No terceiro, as cordas tocam o infinito sem tocar
No quarto, ele vê o tecido do ser se desfazer e surgir
[Pre-Chorus]
Entre o Egito e Nazaré, o eixo gira
O carpinteiro guarda o peso de um mundo inteiro
[Chorus]
Silêncio que molda o destino, firme como a trave
A casa respira mistério, o Mistério habita
Pedais em dó seguram o chão da santidade
O silêncio é a voz que não diz, mas faz
[Bridge]
Teckton, o artesão, molda matéria e é moldado
No cerne do Mistério, a casa respira segredo
[Chorus]
Silêncio que molda o destino, firme como a trave
A casa respira mistério, o Mistério habita
Pedais em dó seguram o chão da santidade
O silêncio é a voz que não diz, mas faz
[Outro]
Entre tereno e transcendência, o vácuo se faz ponte
O homem continua, em silêncio, a construir o além