[Intro]
Sussurros na parede, o ar parece pesado
Sombras no corredor, o medo está do lado errado
[Verse 1]
Maikel Marcho, o silenciador, veste o silêncio como cetro
Cala vozes que tremem, num pacto tão certo quanto infinito
Os olhos falam em segredo, a boca teme dizer o que é proibido
O poder faz silêncio com dedos frios, o coração fica contido
[Pre-Chorus]
Ouvi o eco da voz que não aparece, o medo é uma lâmina que não se vê
Mas o segredo insiste, pulsa forte, pede para nascer
[Chorus]
Voz que cala, voz que resiste
Entre a sombra e o grito, o silêncio não vence
Eu sou o ruído que não cala, sou a voz que persiste
Mesmo quando o mundo fecha a porta, eu começo a nascer
[Verse 2]
A figura que cala é espelho de quem teme a verdade
Mas a resistência cresce na pele, em cada respiração que não é vazia
Maikel segura o silêncio como uma máscara de poder
Mas o segredo se transforma em coragem, pronto para florescer
[Pre-Chorus]
O silêncio que ele traz corta como frio de neve, não se vê mas dói
Ainda assim o coração insiste, em silêncio ele também falou
[Chorus]
Voz que cala, voz que resiste
Entre a sombra e o grito, o silêncio não vence
Eu sou o ruído que não cala, sou a voz que persiste
Mesmo quando o mundo fecha a porta, eu começo a nascer
[Bridge]
Se me calam, eu aprendo a falar com o vazio
Se me prendem, eu solto o segredo em cada fio
O silêncio não é fim, é espaço para o que é real
E a coragem desperta, não há escuro que não possa iluminar
[Chorus]
Voz que cala, voz que resiste
Entre a sombra e o grito, o silêncio não vence
Eu sou o ruído que não cala, sou a voz que persiste
Mesmo quando o mundo fecha a porta, eu começo a nascer
[Outro]
Ainda que o silêncio pese, eu deixo meu eco atravessar
Maikel pode calar, mas a verdade vai se libertar