Sentado no balcão da taberna, com um copo de tinto velho carrasco a fazer esganar de desgosto,
esse lusitano disposto, embrião de rostos.
Olho para o ecrã do telemóvel onde o mundo se desmancha num poço seco, cabrão, mocho, varão, trinta litros de sal cocho.
Inteligência artificial a coser mentiras com linha do cobro, ouro, vale o dobro, sobe do sogro.
Enquanto o diabo a sete ri-se no meio do estouro, louca vai-te pelo louro!
De esguelha, com a pimenta na língua e o calão na ponta, da rasa mania, diga, minha, siga, vai de volta solta.
Vamos cantar esta lenda antes que o tacho rebente na conta!
A IA já pensa por nós, escreve poemas com ar de santa,
mas nos bastidores da treta, o algoritmo já nos espanta.
No Mata Bicho aperta, mil, o terror anda à solta no quarteirão,
ursinho sorridente manda cup goat quatro pelo chão,
enquanto contam notas de tostão em tostão, R.I.P. e da vala sai em ti a descompactação
que te rouba a jantarada.
Neste século de plástico, mil anos de creditação, a inocência foi toda estragada, foda-se, cona na cadeira, frequência do chão!
O tacho ferve, o cabrão lateral apanha bolas, o sistema aperta o cerco com vigor, corre, CERN,
a ver se abranda a dor mais levado do cavern,
que o teu clitóris amador cuspo esculpido manda ferra ao mergulhador, olha de intervalos!
Olha para cima, meu puto, que a NASA não dorme na forma, sorridente ela cora, bora rolar nora!
O telescópio Roman subiu aos céus, numa pica enorme e disforme,
mesmo a tentar cortar-lhe a corda e a espinha,
mas os caramelos do orçamento lá salvaram a picanha!
Milhões a voar para o vácuo, à procura de exoplanetas,
enquanto nós aqui no bairro comemos sopa de estacas e tretas.
Foguetões de alta patente, órbita a um milhão de milhas,
enquanto a tia Maria vende o ouro para pagar as filha-da-puta das ilhas.