[Intro]
Chimoio acorda com o vento dormente, o rio escreve cartas no chão
Na praça, o cárir mergulha no lago, silêncio que cabe no pulmão
[Verse 1]
Jordão Gaspar sonha alto, o mapa dobra a memória entre as mãos
A linha do horizonte promete o Brasil, mas o passo é como espinho de damasco
Cidade que cabe no peito: o rosto das poças, as calçadas ao luar
Ele guarda a esperança em cada folha da mangueira a balançar
[Pre-Chorus]
O coração aponta sul, o pensamento atravessa o oceano sem voz
O desejo canta baixinho, não se entrega, não se desfaz de uma só voz
[Chorus]
Brasil distante, sonho que não some, brilha dentro do peito
Chimoio é raiz, Brasil é sonho, juntos no silêncio, eu aceito
A cada passo, a cada onda que a memória deixa ao centro do peito
Jordão respira fé, faz da distância uma ponte de afeto
[Verse 2]
Nas vielas de Chimoio, vejo o cárir cintilando, peixe & luar
A cidade respira histórias que o mundo ainda precisa escutar
Ele conta as contas, carrega a fome de um futuro que quer chegar
Mas a saudade da terra natal insiste em pedir para ficar
[Pre-Chorus]
O mapa dobra outra vez, o tempo é mar que não cansa de rolar
O sonho não morre: ele muda de forma, aprende a navegar
[Chorus]
Brasil distante, sonho que não some, brilha dentro do peito
Chimoio é raiz, Brasil é sonho, juntos no silêncio, eu aceito
A cada passo, a cada onda que a memória deixa ao centro do peito
Jordão respira fé, faz da distância uma ponte de afeto
[Bridge]
Se a cidade pede água, ele oferece o céu que guarda no olhar
Se a costa chama, ele responde com a voz da esperança a cantar
[Chorus]
Brasil distante, sonho que não some, brilha dentro do peito
Chimoio é raiz, Brasil é sonho, juntos no silêncio, eu aceito
A cada passo, a cada onda que a memória deixa ao centro do peito
Jordão respira fé, faz da distância uma ponte de afeto
[Outro]
E quando a brisa vem do oceano imaginado, ele escuta o mar dizer: já começou
Chimoio inteiro, o cárir, o peixe, a cidade — tudo que cabe no sonho que não acabou