[Intro]
Vou descendo o morro, o dizendo o velho ditado é melhor andar sozinho do que mal acompanhado e um conselho que eu te dou um mato tem dois olhos e as paredes dois ouvido vou mim bora dessa casa pra cidade do além mais prometo aqui voltar só não volto se a dona não deixar vou mim bora dessa casa sem dever a ninguém thau amo thau thau amor vou mim bora dessa casa mais te levo no pensamento onde eu for sou o mestre Zé pelintra
[Verse 1]
Melhor andar sozinho do que mal acompanhado, digo pra mim mesmo sem pressa nem presságio.
Não confie em qualquer um, quem fala pode ter olho grande, é alerta no peito, é fogo que não se apaga.
A maior traição às vezes vem de quem a gente chama de amigo, silêncio que corta como lâmina na madrugada.
[Chorus]
Vou mim bora pra cidade do além, sem culpa, sem dívida, sem peso na consciência.
Vou mim bora dessa casa, prometo voltar, mas só se a dona permitir a passagem.
Thau, amo thau, thau amo, despedida breve no ar que respira.
[Verse 2]
Não me prenda ao medo, sigo leve, levito de casa em casa, levando meus pensamentos como vela.
Vou mim bora dessa casa sem dever a ninguém, liberando o passado pra que o futuro me abrace.
Sou mestre do meu caminho, Zé Pelintra no pensamento, ensinando a rua a ouvir meu tempo.
[Pre-Chorus]
E se alguém insistir em falar alto, eu ensino o silêncio que não quebra nem se agrava.
[Chorus]
Vou mim bora pra cidade do além, sem culpa, sem dívida, sem peso na consciência.
Vou mim bora dessa casa, prometo voltar, desde que a dona permita a passagem.
Thau, amo thau, thau amo, despedida que o vento leva.
[Bridge]
Se a casa não deixa, eu vou sem olhar pra trás, minha fé me guia e o destino me toca a brisa.
[Chorus]
Vou mim bora pra cidade do além, sem culpa, sem dívida, sem peso na consciência.
Vou mim bora dessa casa, prometo voltar, só não vou nessa casa se a dona não deixa.
[Outro]
Thau, beijo no vento, sigo leve, mestre do meu rumo, na certeza de que volto quando a vida me chamar.