Tenho medo, sabes bem,
de amar e não ser quem
a vida quis pra mim.
Corro atrás do que sonhei,
mas às vezes duvidei
se o caminho é mesmo assim.
Penso mil vezes antes de falar,
gravo um áudio e volto a apagar,
com medo de incomodar alguém.
E no silêncio que ficou,
foi onde o meu coração
aprendeu a ficar bem.
Disseram que eu sou estranho,
por sentir tudo demais…
Mas ninguém viu os pedaços
que eu juntei para estar em paz.
Sou estranho, sim — mas foi assim que eu sobrevivi,
não foi escolha, foi defesa do que eu senti.
Se hoje eu fico mais sozinho, é porque eu aprendi
que nem toda a gente fica até ao fim aqui.
Mas eu sigo, mesmo com medo de acreditar,
mesmo sem saber se alguém vai voltar…
Se esse dia nunca vier pra mim,
eu continuo — ainda estou cá.
Não preciso de multidão,
só alguém que segure a mão
sem vontade de largar.
Já confiei em quem partiu,
dei o que ninguém me deu
e fiquei a questionar.
Se amar for voltar a doer,
talvez eu demore a querer…
Mas no fundo eu ainda sei,
que apesar de tudo o que foi,
há um lado em mim que não morreu.
Disseram que eu sou estranho,
por me fechar assim…
Mas ninguém sabe o peso
de tudo o que caiu em mim.
Sou estranho, sim — mas foi assim que eu sobrevivi,
não foi escolha, foi defesa do que eu senti.
Se hoje eu fico mais sozinho, é porque eu aprendi
que nem toda a gente fica até ao fim aqui.
Mas eu sigo, mesmo com medo de acreditar,
mesmo sem saber se alguém vai voltar…
Se esse dia nunca vier pra mim,
eu continuo — ainda estou cá.
E se um dia alguém chegar,
não precisa prometer ficar…
Só não minta ao olhar.
Que eu já aprendi a dor,
mas ainda acredito no amor…
mesmo com medo de tentar.
Sou estranho, sim — mas olha bem pra mim,
eu não desisti, eu só me protegi.
E se o mundo nunca foi o que eu sonhei,
eu ainda tenho tudo o que guardei.
E eu sigo, mesmo com medo de acreditar,
mesmo sem saber se alguém vai voltar…
Mas se o amor me encontrar enfim,
talvez eu deixe entrar…
o que ficou guardado em mim.