Nem toda a luz merece ser seguida.
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**(Verso I)**
Nunca procurei aplauso.
Procurei silêncio.
É no silêncio
que o carácter ganha voz.
Vi homens
erguerem muralhas.
E vi um só gesto
derrubar impérios.
Desde então...
deixei de admirar alturas.
Passei a admirar profundidade.
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**(Refrão)**
Há outro brilho.
Não vive no ouro.
Nem na pressa.
Nem na vaidade.
Vive no olhar
de quem atravessa a tempestade
sem perder
a delicadeza.
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**(Verso II)**
O tempo
não recompensa quem corre.
Revela
quem permanece.
A palavra
continua a ser
a moeda mais rara.
E a coragem...
a única riqueza
que não perde valor.
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**(Ponte)**
A árvore
nunca discute
com o vento.
Apenas...
continua de pé.
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**(Último Refrão)**
Há outro brilho.
O da consciência tranquila.
O da mão estendida.
O da firmeza
que não precisa
de levantar a voz.
Porque a elegância...
não está
naquilo que mostramos.
Está
naquilo
que nunca traímos.
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**(Final)**
O resto...
é reflexo.
Não é luz.