[Intro]
Entre sombras da antiga casa, onde o tempo não perdoa
O segredo sussurra baixo, na madeira que ainda ecoa
[Verse 1]
Katrin Malen começa a assombrar, olhos que não veem o fim
Em 1949, o rumor cresce, o silêncio guarda o ruim
Amigos de Kur Hants encontram o quadro final
Corpo dilacerado, um presságio brutal
[Chorus]
O peito aberto, sem coração, o vazio a respirar
Mãos manchadas de um medo que não quer se calar
Os olhos saltados contam uma história sem eira nem beira
Quem tocou o sangue pagou pela ferida da noite inteira
[Verse 2]
Habilidades sombrias no ar da varanda de madeira
Unhas rasgam lembranças, tecido que o tempo não encerra
A explicação lógica dos legistas fica sem chão
O fotógrafo se perdeu na própria escuridão
[Chorus]
O peito aberto, sem coração, o vazio a respirar
Mãos manchadas de um medo que não quer se calar
Os olhos saltados contam uma história sem eira nem beira
Quem tocou o sangue pagou pela ferida da noite inteira
[Bridge]
Se a culpa assomar, o passado volta a rugir
Katrin sorri, os ecos insistem em surgir
[Chorus]
O peito aberto, sem coração, o vazio a respirar
Mãos manchadas de um medo que não quer se calar
Os olhos saltados contam uma história sem eira nem beira
Quem tocou o sangue pagou pela ferida da noite inteira
[Outro]
E no frio do quarto, a verdade se desfaz na poeira
Quem viu o que não devia, carrega a própria espera na pele inteira