E o que é digo eu de mim,
quando o mundo ao contrário foi eu que sonhei?
E quando digo eu de mim,
quando o mundo quer ao contrário foi eu que sonhei?
Não sei se d'onde goste de mais ninguém,
e aquilo que patrocinam alimenta-me também.
Aquilo que me leva, não me deixa nem mal nem bem,
aquilo que eu criei,
a mente que eu não entendi.
Aquilo que eu tirei,
a vida que me impõe ao pé de ti,
mulher que não me quer e aquilo que me aguenta.
Não é a tua vida, é o beijo com pimenta,
doçura do Kinder,
para trazer o que me acontece,
não é aquilo que tenho em música bonita que faça, mãe.
E eu sei aquilo que tenho no estrago,
eu não sei, quero ser mais do que alguém.
E a vida que tem,
quando mostras o quadro e não desprezas aquilo que vês tu no meu olhar,
aquilo que tem,
a estrela mais bonita que achas tu desperdiçar,
na terra ou ao luar, não quero incetar,
o que isto não inceta, não quero enfeitiçar.
Não sou mais que um nupriar,
deixa-me só eu tentar, eu pensar,
o que é que tu contradisseste?
Pá, é melhor que contra batida não ficar a pensar.
És tão mal de crista que não pensa tua própria coisa para poder dar.
Sou é para brincar, sou é para gozar,
a vida ao contrário escolhi eu que fui culpar.
Da minha conversa com a mãe aquilo que não tinha para dar,
não me estranha que não venham com aquilo que a morte não conhece.
Tromba, não é aquilo que eu tenho,
é aquilo que a tromba não tem de.
Pois assim,
e o que é que és tu de mim quando prende o teu?
E o que vai assim,
a firmeza a pegada daquilo teu Romeu,
veneno que é teu,
da cobra te passou,
o que acredito eu,
o acento que aquilo que não te escravizou.
Sou essa palavra depois escrita,
porque não tinha nada para tentar sentar.
Aquilo que vem da vida,
tão complicado momento dum explícito,
e tu não querres nem te ensinar,
não te vou meter no teu lugar,
aquilo que me convém é só tentar-te representar.
A rotleta tão defeituosa com a anela,
não te deixo mentirosa nem amar.
O que é que tu odiava,
quando vejo o meu ao sol?
O que é que tu sou