[Intro]
No silêncio da madrugada, a folha balança, o respiro se faz sombra.
[Verse 1]
Exu Caveira firma o ponto, na beira da bananeira, o galo canta e tudo acorda.
No encruzilhado ele canta baixinho, batizado com dendê, segredo que não se some.
Sou eu quem repete a oração de trás pra frente, como vento que volta o caminho.
[Chorus]
Quero o fogo e a chama ardente, que aquece Exu Laroye, no peito da gente.
Eu ouço a gargalhada do diabo, mas a coragem não se vence, sempre presente.
É caveira, enviado do prisipe Lúcifer, que comanda o cemitério da noite.
[Verse 2]
Catacumbas guardam mistério, o feitiço tem axé, no compasso da fé que não cala.
Exu Caveira vigia, guardião das passagens entre vivo e ausente, entre medo e coragem.
O vento sussurra nomes de onde o medo parece nascer e morrer.
[Chorus]
Quero o fogo e a chama ardente, que aquece Exu Laroye, no peito da gente.
Eu ouço a gargalhada do diabo, mas a força do axé faz firme a nossa crença.
É caveira, o enviado do prisipe, Lúcifer, que guia o caminho entre túmulos e céu.
[Bridge]
Entre as folhas da bananeira, o suspiro vira voz, a noite passa, a fé fica.
[Chorus]
Quero o fogo e a chama ardente, que aquece Exu Laroye, no peito da gente.
Eu ouço a gargalhada do diabo, mas o axé ergue a cabeça e nos faz seguir.
É caveira, guardião do encruzilhado, que transforma medo em força, sombra em luz.
[Outro]
Que o dendê na vela acenda o caminho, e que o guardião permaneça, firme, até o amanhecer.