Terra rachada, poços vazios de norte a sul,sorry querida deixo os laços da Natacha
De Alverca a Sevilha, o céu não chora... o campo implora,dívida de Padeiros Leiva o teu chão pinhora
A terra racha, mapa de cicatrizes onde antes corria a vida, breve saída circuito circular em cima
o solo chora poeira de água na frida, a esperança é uma custura mal cosida.
No Alentejo e na Meseta, o poço secou até ao fundo,breu de gajos de outros mundos vêm
onde o sol aperta a garganta deste canto do mundo,voltam culina acima desejos de pedidos francesina
El sol no perdona, castiga los campos sin piedad,locos soltan cercas pela verdade de aceite de
olivas secas no ramo, o preço da sede vaidade.
Milhares de hectares entregues ao pó e à ruína,subida da colheita pregoua a subida de água seca
enquanto a barragem esvazia e a barriga do rico ensina, inflação de preço massiva
La tierra se muere, el fruto se quema en la cruz,hierro de vitoria traga
o pecado,o sangue foi vender a água que nos dava a luz.
quando o rio vira pó, quem é que nos vai salvar
Seca de alma, pecado de envenenamento e ganância,de me encontrar
mataram altura e roubaram a nossa herança!
Monoculturas intensivas, barris cheios, barrigas vazias,cabos e queridas a esperar por mártir sobe a vontade
exportam o grelo da terra enquanto o patrão do mês agoniza gosma doença e o que precisa prescinde
Agua para unos Bolsos, desierto para el peón,
o pecado capital disfarçado de evolução.
Incêndios comem o pouco que a seca deixou de pé,contra a parede
o fumo deixa cargueira no horizonte, já ninguém sabe quem é.
Eles contam lucros nos gabinetes com ar condicionado,e o caralho de pé
enquanto a dona chora o olival .
A terra não esquece quem a vendeu,memória as terás que comeu El campo sangra... e o silêncio é a última colheita,vai te embora faz a tua o mar espreita