[Intro]
Em frente ao espelho, o homem que sou não me cala
Poeira de críticas, ainda assim a minha aurora não falha
[Verse 1]
Sou Victor, o rosto que a rua não sabe nomear
Corte de palavras afiadas que insistem em me cortar
Mas eu guardo o fogo, ele começa a brilhar
Quando a dor tenta me apagar, eu aceno para me lembrar
[Pre-Chorus]
Quem dita meu valor não sou eu, não é teu rascunho
Meu peito sabe a cor das minhas próprias verdades, eu aprumo
[Chorus]
Eu sigo, apesar do peso dos olhares
Eu pinto minha dignidade nas minhas próprias mãos
Aceito as cicatrizes como mapa dos amores
Que me ensinam a levantar, de novo, com carinho
[Verse 2]
Os ecos da zoação tentam me esconder na sombra
Mas a luz que carrego não é pequena, não me derruba
Cada insulto é um teste de coragem que eu enfrento
A autoestima cresce quando escolho o meu próprio tempo
[Pre-Chorus]
Não pertenço ao rótulo que tentam colar em mim
Sou inteiro, misturado de falhas e de fim e de começo enfim
[Chorus]
Eu sigo, apesar do peso dos olhares
Eu pinto minha dignidade nas minhas próprias mãos
Aceito as cicatrizes como mapa dos amores
Que me ensinam a levantar, de novo, com carinho
[Bridge]
Se o ódio é vento, eu sou vela firme no cais
Se me chamam de estranho, eu sei que não sou menos capaz
Identidade é raiz, é voz que não se cala
Supero o rótulo, eu inteiro, eu me abalo, eu me embalo
[Chorus]
Eu sigo, apesar do peso dos olhares
Eu pinto minha dignidade nas minhas próprias mãos
Aceito as cicatrizes como mapa dos amores
Que me ensinam a levantar, de novo, com carinho
[Outro]
Victor sou eu, respiro a cada amanhecer
A aceitação não vem pronta, eu a escolho e vou ser
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