A quadra ganhou outra vida,
quatro versos, frente a frente,
um lançava a sua ideia,
outro respondia de repente.
Não era palco nem concurso,
era palavra ao natural,
um dizia, outro ripostava,
num encontro de igual para igual.
Se antes era ao vivo, na praça,
hoje há beat e microfone,
o improviso mudou de casa,
mas a palavra não se esconde.
Freestyle na veia, caneta na mão,
cada resposta nasce no momento,
do Alentejo de outros tempos
ao ritmo deste tempo.
Do despique ao improviso,
do verso ao freestyle,
a palavra muda o passo,
continua a caminhar.
Do hip-hop ao boom bap,
cada geração traz a voz,
mudam ritmos, mudam formas,
a poesia segue entre nós.
E se escutares com atenção,
há uma voz que chama outra,
uma palavra abre caminho,
outra vem dar-lhe resposta.
Um verso encontra outro verso,
numa conversa sem idade,
muda o ritmo, muda a forma,
fica a mesma vontade.
Do despique ao improviso,
do verso ao freestyle,
a palavra muda o passo,
continua a caminhar.
Do hip-hop ao boom bap,
cada geração traz a voz,
mudam ritmos, mudam formas,
a poesia segue entre nós.