[Intro]
Pela tarde, o vento sussurra o que não digo
O vidro fica úmido, o mundo parece tímido
[Verse 1]
Fecha a janela, o medo é um redemoinho
A chuva insiste nos cantos do meu caminho
A culpa acena na parede, pede para eu ficar quieto
O passado volta em águas frias que não aceitam acordo
[Pre-Chorus]
Se eu tivesse dito outra palavra, talvez o céu não fosse tão claro
Se eu pudesse desfazer o medo, eu te chamava de meu amparo
[Chorus]
Quando a chuva chega, eu sinto o peso do que ficou
Responsabilidade carrega, o coração treme mas não se expõe
Quero reparar, mesmo se o tempo não volta atrás
O inevitável vem, e eu tento aprender a ser capaz
[Verse 2]
Minha mãe jurou que tava errado, mas eu ouvi o trovão dentro
Conflito de verdades nos costura como vento lento
Eu decidi ficar, para ouvir o que o silêncio diz
Reparo é mãos abertas, é pedir desculpa sem exibir feliz
[Pre-Chorus]
Talvez o amanhã tenha óleo novo nos rascunhos do destino
Talvez a chuva aprenda que eu não fujo do meu próprio caminho
[Chorus]
Quando a chuva chega, eu sinto o peso do que ficou
Responsabilidade carrega, o coração treme mas não se expõe
Quero reparar, mesmo se o tempo não volta atrás
O inevitável vem, e eu tento aprender a ser capaz
[Bridge]
Se a água for o sinal de que tudo pode começar de novo
Que eu seja o vento que acolhe, que não quebra o que eu amo
[Chorus]
Quando a chuva chega, eu sinto o peso do que ficou
Responsabilidade carrega, o coração treme mas não se expõe
Quero reparar, mesmo se o tempo não volta atrás
O inevitável vem, e eu tento aprender a ser capaz
[Outro]
Fecha a janela, deixo a água dançar no peito
Amanhã eu sigo, com o desejo certo: aprender a acalentar o jeito