[Intro]
[Verse 1]
Cadeira vazia no canto do refeitório, o riso disfarçado virou meu purgatório
Apelidos colados nas costas com fita adesiva, tentam me fazer sentir uma alma sem vida
Dizem que meu corpo, meu cabelo ou meu andar são motivos perfeitos para apontarem e zombarem
[Pre-Chorus]
Mas o que eles não sabem é que o chão onde eu piso não depende do aplauso nem do seu falso riso
Podem ralar meus joelhos, me fazer tropeçar, mas o meu pensamento vocês não vão algemar
[Chorus]
Eu vestia uma armadura feita de papelão que desfazia na chuva da humilhação
Mas hoje eu troquei o papel por metal, minha voz virou escudo contra todo o seu mal
Podem gritar, podem vaiar no corredor, eu transformo em canção o peso da minha dor
[Verse 2]
O sinal bate alto, a mochila parece pesar uma tonelada, mais um dia inteiro fingindo que não sinto nada
O pior cego é o que vê o massacre e se cala; o silêncio dos outros também perfura e avassala
Mas a minha resposta não vai ser o soco ou o grito: minha resposta é o tamanho do futuro que eu habito
[Chorus]
Eu vestia uma armadura feita de papelão que desfazia na chuva da humilhação
Mas hoje eu troquei o papel por metal, minha voz virou escudo contra todo o seu mal
Podem gritar, podem vaiar no corredor, eu transformo em canção o peso da minha dor
[Bridge]
(Se houver pausa esperada) Eu sigo firme, não corro, não desisto, minha coragem não cede
Cada passo é medida de quem escolhe brilhar mesmo quando tudo conspira contra
[Chorus]
Eu vestia uma armadura feita de papelão que desfazia na chuva da humilhação
Mas hoje eu troquei o papel por metal, minha voz virou escudo contra todo o seu mal
Podem gritar, podem vaiar no corredor, eu transformo em canção o peso da minha dor
[Outro]
A cadeira vazia ainda está ali, mas minha cabeça ergue-se, minha história continua a soar
Não é silêncio, é oceano: cada onda leva embora o medo, e abre espaço para respirar