(Intro — cavaquinho e atabaque)
Laroyê… Mojubá…
Ê povo de axé…
(Verso 1)
Na esquina da madrugada
Tem vela acesa no chão
Tem quem veja só fumaça
Mas eu vejo proteção
O tambor chama na gira
Faz o peito responder
Quem conhece o povo antigo
Aprendeu a agradecer
Exu abre os caminhos
Com sua capa e seu olhar
Guardião das encruzilhas
Nunca deixa tombar
(Refrão)
Ê laroyê, mensageiro da verdade
Leva embora a maldade
Traz caminho pro viver
Ê mojubá, força negra ancestral
No batuque do quintal
Faz meu samba florescer
(Verso 2)
Tem o cheiro da arruda
E o dendê no ritual
Tem conselho dos mais velhos
Contra o medo e contra o mal
Ogum firma a caminhada
Oxóssi traz direção
Iansã sopra os ventos
Sacudindo a escuridão
E no toque do atabaque
Toda dor vai se curar
Porque o povo de terreiro
Nunca deixa de lutar
(Refrão)
Ê laroyê, mensageiro da verdade
Leva embora a maldade
Traz caminho pro viver
Ê mojubá, força negra ancestral
No batuque do quintal
Faz meu samba florescer
(Ponte — mais intensa)
Quem respeita o axé
Nunca anda sozinho
Tem a força dos antigos
Iluminando o caminho
No fio branco da paz
Na fumaça do congá
Tem história, tem memória
Que ninguém vai apagar
(Final — roda de samba crescendo)
Laroyê, Exu!
Mojubá ao povo de fé!
No batuque do terreiro
Meu samba não cai de pé…
Ohhh… axé…