[Intro]
Desordenado, eu rimo em várias línguas, sem achar o lugar certo
Os dias são areia que muda de praia
[Verse 1]
Confusão no bolso, identidade de vidro, tudo meio torto
Risos entre amigos, passos na cidade que não pára de sussurrar
Perco minha chaleira, encontro uma memória de gato na janela
Que língua é essa que me dança quando digo “olá”?
[Pre-Chorus]
Será que eu sou de onde a música quer me chamar?
Ou eu que carrego o mapa que ninguém sabe ler?
[Chorus]
Pra que lugar você aponta quando o mundo fica sem cor?
Digo oi pro que não cabe no meu peito, e ainda assim peço calor
Quem rouba meu silêncio e me deixa com marcas de praia?
Ei, você viu meu objeto perdido entre o riso e a fumaça?
[Verse 2]
Cenas de sonho misturam prazos com brinquedos no chão
Meu cachorro mia e meu peixe corre atrás do vento
A gente ri de perguntas que não sabem responder
Quem sou eu quando a cidade me pergunta de onde eu vim?
[Pre-Chorus]
Será que eu sou de onde a praia quer me chamar?
Ou eu que caminho entre memórias que não cabem aqui?
[Chorus]
Pra que lugar você aponta quando o mundo fica sem cor?
Digo oi pro que não cabe no meu peito, e ainda assim peço calor
Quem rouba meu silêncio e me deixa com marcas de praia?
Ei, você viu meu objeto perdido entre o riso e a fumaça?
[Bridge]
Se as frases tropeçam, eu sigo atrás do brilho
Entre roupas penduradas e lembranças de frios de verão
Quem divide a cidade com meu meu cachorro de estimação?
[Chorus]
Pra que lugar você aponta quando o mundo fica sem cor?
Digo oi pro que não cabe no meu peito, e ainda assim peço calor
Quem rouba meu silêncio e me deixa com marcas de praia?
Ei, você viu meu objeto perdido entre o riso e a fumaça?
[Outro]
Fragmentos de onde andei, perguntas que ainda não souberam responder
A cidade cochicha: volta amanhã, que a rua também sonha comigo