[Intro]
Na penumbra da sala, o passado respira devagar
Eu vejo teu rosto em cada canto, Maria Carmelita, meu casarão de lembranças
[Verse 1]
Era segunda-feira, sonho aceso como neon na cidade,
Encosto o tempo no peito e ouço o sussurro de teu nome no ar
Encontros difíceis, olhos que pulsam na sombra do que não se diz
Barulho de passos na porta, a praça espreita nosso silêncio a medir o destino
[Chorus]
Agora é cada um, nosso tempo à deriva no aperto do querer
Rima o peito com teu beijo que ficou na memória a permanecer
Se a noite escurece, a gente ainda sabe soar o meu e o teu
Refrão de reincidência, meu coração repete teu