[Intro]
Solta o riso no sertão, mesmo o vento tem chaleira de rir
Cadê a chuva? Quem sabe ela vem dançar com o sol a sorrir
[Verse 1]
Num chão rachado, a festa já tá marcada, o cangaço é de alegria
Bota o trigo no bolso do tempo, o povo canta pra não perder a euforia
Chuva prometida, chega devagarinho; quando vier, vem de caravana
A cada gargalhada, o desassossego se desata na manhã brasileira
[Chorus]
É que a gente ri pra não chorar, que a seca não quebra o nosso jeito
No bolso cabe o colega, na praça cabe o segredo certo
Unidos pela graça do povo nordestino, o futuro é refeito
Transformando a escassez em festa, é força, é riso, é respeito
[Verse 2]
Cevada na jarra, piada na ponta da língua, o cotidiano é carnaval
O vizinho compartilha o prato, o resto vem junto na risada comum
Dança do chapéu no samba do vaqueiro, água ou vento não apagam
A cidade segura o sonho com ar de esperança e fome sem rancor
[Pre-Chorus]
Vamos rir da poeira, cantar o que nos sustenta, mãos dadas na estrada
O sertão aprende com a lua: amanhã é outro dia de vitória humorada
[Chorus]
É que a gente ri pra não chorar, que a seca não quebra o nosso jeito
No bolso cabe o colega, na praça cabe o segredo certo
Unidos pela graça do povo nordestino, o futuro é refeito
Transformando a escassez em festa, é força, é riso, é respeito
[Bridge]
Se o tempo é brigão, a gente ajeita o chapéu e segue a caminhada
A cidade que se levanta é feita de piada bem dada
[Chorus]
É que a gente ri pra não chorar, que a seca não quebra o nosso jeito
No bolso cabe o colega, na praça cabe o segredo certo
Unidos pela graça do povo nordestino, o futuro é refeito
Transformando a escassez em festa, é força, é riso, é respeito
[Outro]
Que venha a chuva ou o sol brilhante, seguimos com o peito aberto
Nossa alegria é o feito mais simples: resistir, sorrir e seguir adiante