[Intro]
Sinto o peso do silêncio antes da sirene, a sala gelada de paredes tão escritas quanto juramentos.
[Verse 1]
Caminho entre sombras na praça pública, onde as vozes pesam como túmidos de vidro.
Cada gesto é uma pedra que bate no coração de quem observa, cada palavra, uma isca que brilha na borda da noite.
A figura pública, rosto gravado na retina, sabe que o risco não é ficção, é decisão que respira na ponta dos dedos.
[Pre-Chorus]
O relógio marca o espaço entre o agora e o “depois”—um espaço de respiração contida, de medo que não se nomeia.
[Chorus]
Não é o grito que queremos ouvir, é o eco que chega ao peito e não há como desfazer.
O peso da provocação paira como nuvem no vão do céu, esperando o momento certo para tudo mudar.
[Verse 2]
Tantas mãos movem a cortina, escolhas riscadas no palco de vidro, onde cada olhar pesa mais que a culpa.
A tensão dobra o tempo, a pressão aperta a garganta, e o pulso consegue ler o destino que se aproxima sem palavras.
[Pre-Chorus]
A tomada de decisão assume a cor do ferro, invisível mas inconfundível, marcando o que ainda pode ser revertido.
[Chorus]
Não é o grito que queremos ouvir, é o eco que chega ao peito e não há como desfazer.
O peso da provocação paira como nuvem no vão do céu, esperando o momento certo para tudo mudar.
[Bridge]
Há uma linha tênue entre coragem e juramento quebradiço; o relógio aproxima-se com passos de quem sabe o segredo.
Se alguém aponta para o gatilho invisível, eles sabem que o mundo pode inclinar sem aviso.
[Chorus]
Não é o grito que queremos ouvir, é o eco que chega ao peito e não há como desfazer.
O peso da provocação paira como nuvem no vão do céu, esperando o momento certo para tudo mudar.
[Outro]
E então a máscara cai, lenta, diante dos olhos cansados.
Sob o brilho de quem observa, surge a vulnerabilidade: o segredo que não se diz e o rosto que finalmente se revela.