Barra do Janga, Versos de Memória
Lyrics
[Intro]
Sob a lua que não sorri, eu sigo a contagem das curvas da cidade.
Barrinha de vento nas praças, meu peito marcando o compasso do passado.
[Verse 1]
Porque o destino veste uns olhos de marfim e me convida a te ver novamente,
Maria Carmelita, teu nome dança no ar como um refrão que não quer partir.
Encontros casuais, na praça da Barra do Janga, onde o mar respira devagar,
Cada passo é uma lembrança que chega junto do cheiro de areia molhada.
[Pre-Chorus]
A gente tenta, ah, encontrar espaço entre a multidão, entre gente e silêncio,
Mas o ritmo da cidade é um muro que não desmancha, é um segredo que arde.
[Chorus]
É bonito, é lindo, é sonho que não é real, é beleza que não fica pra sempre,
É repetição que volta, volta, volta, lembrança que não cessa nem desmente.
Refrão do coração: lembrar é beijar de novo, segundo a segundo, até o fim dos dias.
[Verse 2]
Os encontros noturnos viram constelação fria, em branco e prata, na orla de areia,
A gente sussurra promessas que cabem num beijo rápido, entre o riso e a pressa.
Dizem que o destino é rir de nós, que o desejo é fogo que não encontra alça,
E eu me perco na tua pele como quem tropeça na chuva que não quer passar.
[Pre-Chorus]
E mesmo quando o corpo se aproxima da borda do sonho, o mundo volta a nos chamar,
Com risos de madrugada e passos que desviam da memória como quem foge do mar.
[Chorus]
É bonito, é lindo, é sonho que não é real, é beleza que não fica pra sempre,
É repetição que volta, volta, volta, lembrança que não cessa nem desmente.
Refrão do coração: lembrar é beijar de novo, segundo a segundo, até o fim dos dias.
[Bridge]
Caminho entre a multidão, procurando teu vulto que já não cabe na minha palma,
O corpo apressa o passo, a cidade respira, e eu fico com o desejo que não sai da boca.
[Verse 3]
A cada sexta-feira o sonho vem (oh Maria Carmelita), o beijo é breve, o adeus é longo,
O tempo somos nós dois em fila de ônibus, na sombra da lua que não quer ceder.
Se o amor é belo, por que parece que não pode nascer de verdade, viver sem feridas?
Ainda assim volto a te encontrar nas esquinas onde a memória oferece o seu chá amargo.
[Pre-Chorus]
Talvez seja só destino fingindo ser porto seguro, enquanto o mundo insiste em partir,
Mas eu insisto em te buscar, entre rosto desconhecido e o teu que não quer sumir.
[Chorus]
É bonito, é lindo, é sonho que não é real, é beleza que não fica pra sempre,
É repetição que volta, volta, volta, lembrança que não cessa nem desmente.
Refrão do coração: lembrar é beijar de novo, segundo a segundo, até o fim dos dias.
[Outro]
E quando a noite cai, eu ainda escuto teu riso na voz do vento, Maria Carmelita,
A cidade me pede pra esquecer, mas eu me agarro ao doce peso do que não viveu.
E a memória canta, em samba lento, que o amor é belo — mesmo que não sobreviva.
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@mceraldo22106
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