[Intro]
Sob o sol da Indonésia, 1946, a esperança se esconde
[Verse 1]
Katrin, menina de onze, sonha com brilho na tarde seca
Pais guerreiros, Ceron vai à cidade, carne e pólvora na sacola
A fazenda respira duro, as plantas murcham, o rio parece cansar
Ela pede apenas uma boneca, para lembrar que o amor ainda canta
[Pre-Chorus]
O tempo não espera, mas o coração insiste em acreditar
Promete voltar com um presente, quando a noite começar a passar
[Chorus]
Segura firme a criança que espera pelo retorno
Mesmo o mundo seco não apaga o que o bem faz morar
Quando a distância aperta, o laço é o abrigo mais profundo
Ceron volta pra casa, com a boneca para encerrar o pesar
[Verse 2]
A casa respira silêncio, os animais olham pra porta a brilhar
Cada som distante é um suspiro da pequena que quer sonhar
A pólvora e as moedas guardam histórias de sobrevivência
E o sonho da boneca é a ponte entre fome e esperança
[Pre-Chorus]
O tempo não espera, mas o coração insiste em acreditar
Promete voltar com um presente, quando a noite começar a passar
[Chorus]
Segura firme a criança que espera pelo retorno
Mesmo o mundo seco não apaga o que o bem faz morar
Quando a distância aperta, o laço é o abrigo mais profundo
Ceron volta pra casa, com a boneca para encerrar o pesar
[Bridge]
O vento leva memórias, mas não leva o que é de verdade
A promessa fica gravada na madeira da nossa vontade
[Chorus]
Segura firme a criança que espera pelo retorno
Mesmo o mundo seco não apaga o que o bem faz morar
Quando a distância aperta, o laço é o abrigo mais profundo
Ceron volta pra casa, com a boneca para encerrar o pesar
[Outro]
O aniversário chega devagar, a boneca ilumina o chão da casa
E a esperança, enfim, encontra o seu lar na palma da calma