Engrenagens giram, peças no azar,
Vitamina de cimento, horizonte de metal.
O lucro é o deus, a vida é digital,
Vendem a cura, mas fabricam o mal.
Eles traçam a linha, esperam que sigas,
Alimentam o medo e instigam as brigas.
Eu não sou o código que queres programar!
Não sou a sombra que vais apagar!
Contra a corrente, contra o padrão,
Vou ser a falha na tua perfeição.
Antisistema, o despertar,
A nossa voz ninguém vai calar!
Cercas invisíveis, muros de opinião,
Manadas guiadas pela palma da mão.
Dizem-te como pensar, o que desejar,
Mas a liberdade não se pode comprar.
Desliga o ruído, quebra o ecrã,
Vê o que sobra na luz da manhã.
Eu não sou o código que queres programar!
Não sou a sombra que vais apagar!
Contra a corrente, contra o padrão,
Vou ser a falha na tua perfeição.
Antisistema! Desperta!
Fora da norma.
O sistema cai.
(Sussurro) Desperta.