[Intro]
[Verse 1]
Arrebentei os cadeados dessa carcaça
Cansado de dar ordens a quem não enxerga o abismo.
O sangue ferve, o medo é um peso que eu não posso
Levar na garupa desse meu antigo batismo.
Deixei o conforto dos covardes no acostamento,
Pra me banhar no silêncio de ser um "ninguém".
Pois quem não tem nome, não tem dono nem momento,
E o mundo estanca quando o motor vai além.
[Chorus]
Vou acelerar mais uma vez...
Uivar com a alcateia que a noite libertou.
O caos na mente, o instinto primeiro,
Um "Easy Rider" que a cidade nunca viu.
Sou batismo e ferro cortando o deserto,
Que as placas não podem prender.
Destino em foco, com o peito aberto,
Gritando pro asfalto o meu vício em viver!
[Verse 2]
Sigo a trilha do vento antes da queda,
Um soco no vento, poeira em outras estradas.
Não aceito o eclipse, minha alma é a moeda
Que paga o pedágio das cartas marcadas.
O fogo queimou o roteiro de morte,
Na estrada, o meu rito é certeiro:
Tocar na ferida de cada segredo, virar a chave do meu destino.
[Chorus]
Vou acelerar mais uma vez...
Uivar com a alcateia que a noite libertou.
O caos na mente, o instinto primeiro,
Um "Easy Rider" que a cidade nunca viu.
Sou batismo e ferro cortando o deserto,
Que as placas não podem prender.
Destino em foco, com o peito aberto,
Gritando pro asfalto o meu vício em viver!
[Bridge]
Se a estrada me chama, eu vou sem medo,
Abraço o fogo queima a dúvida do passado.
Cada quilômetro é um juramento sagrado,
Meu batismo é ferro, meu destino é andar.
[Chorus]
Vou acelerar mais uma vez...
Uivar com a alcateia que a noite libertou.
O caos na mente, o instinto primeiro,
Um "Easy Rider" que a cidade nunca viu.
Sou batismo e ferro cortando o deserto,
Que as placas não podem prender.
Destino em foco, com o peito aberto,
Gritando pro asfalto o meu vício em viver!
[Outro]
Vazio que se enche de poeira e liberdade,
Eu sigo andando, inteiro, sem pedir licença.