[Intro]
Entre riquezas que brilham, e filas que não se movem
A terra canta alto, mas o chão ainda pede pão
[Verse 1]
Herdei um país de sol e ouro não contado
Montanhas de promessas, mas o povo fica cansado
Riqueza que respira os céus, mas não inspira o rosto ao amanhã
Promessas de progresso, que morrem na linha de chegada
[Pre-Chorus]
O nepotismo corta o mérito como um fio de navalha
Quem trabalha em silêncio paga o preço da água vazia
[Chorus]
Angola, terra de essência e fogo no peito
Canta a abundância que não encontra o cansaço do leito
Desigualdade rasga a pele do tempo, dói dizer
Que a riqueza não chega pra quem precisa viver
[Verse 2]
Nas comunidades, o riso é curto, o sonho é grande
As placas de ouro brilhando, a escola não tem lanternas
Os jovens olham o mapa e veem rotas de fuga
Mas o chão ainda sustenta o peso da vida que não chega
[Pre-Chorus]
Quem decide o destino em salas de vidro escuras
Esquecem o povo, esquecem as mãos que trabalham
[Chorus]
Angola, terra de essência e fogo no peito
Canta a abundância que não encontra o cansaço do leito
Desigualdade rasga a pele do tempo, dói dizer
Que a riqueza não chega pra quem precisa viver
[Bridge]
Pode o rio ser tão profundo e a fome tão alta?
Pode o sonho caber numa praça sem saída?
Se a promessa é vento, que volte a verdade
Que a nação respire o que já foi da sua idade
[Chorus]
Angola, terra de essência e fogo no peito
Canta a abundância que não encontra o cansaço do leito
Desigualdade rasga a pele do tempo, dói dizer
Que a riqueza não chega pra quem precisa viver
[Outro]
Que a semente desperte, que o povo seja a raiz
Que o futuro quebre as correntes, abra portas outra vez
(É o Anivaldo António)