[Intro]
O vento passa entre as pedras,
um suspiro corta o silêncio,
um sino distante dobra a noite.
A lua azulada observa as ruínas,
as flores vermelhas no chão lembram quem caiu.
[Verse 1]
[Verse 1 — pastor]
Meu Senhor, proteja aqueles que partiram,
guarde suas almas em sua eterna luz.
Leve-nos para a fé eterna,
para a paz que somente o Criador conduz.
Que nenhum coração se perca,
que nenhuma esperança desapareça.
Que encontrem a felicidade eterna,
onde nenhuma dor permaneça.
[Verse 2]
[Verse 2 — crianças]
Criança 1:
Eu limpei suas asas hoje,
para que possam voltar a brilhar.
Mesmo cobertas pelo tempo,
eu sei que ainda podem despertar.
Criança 2:
Eu trouxe a lembrança das cruzes,
para que o peso da culpa encontre coroa.
Juntas as sombras aprendem a esperar,
e a lua guiar o caminho de volta.
[Chorus]
Entre anjos de asa negra e ruínas antigas,
o meu peito confessa medo, busca redenção.
Na atmosfera noturna, eu respiro a esperança,
como flor vermelha que insiste em florescer no chão.
[Verse 3]
[Verse 3 — narrador]
O cemitério respira silêncio e segredo,
mas cada sombra sussurra um novo começo.
A cada passo, lembro que a luz existe,
custa a alma admitir, mas não desistir.
[Chorus]
Entre anjos de asa negra e ruínas antigas,
o meu peito confessa medo, busca redenção.
Na atmosfera noturna, eu respiro a esperança,
como flor vermelha que insiste em florescer no chão.
[Bridge]
Corações cansados, ergam o olhar:
o céu não está distante.
Mesmo ferido, o coração encontra a ponte
entre o medo e a promessa da aurora.
[Outro]
Quando a nevose de sombras se desfizer,
eu ainda ouvirei o sussurro de uma nova vida.
As cruzes permanecerão,
e a lua azulada guiará meus passos.