[Intro]
Batida de djembe no peito da noite, sussurro de baixo profundo
Círculos de mão batem no ar, ecoando memórias de chão batido
[Verse 1]
Pedaços de luz dançam entre tambores e congas, correntes de calor
Sopro de flauta atravessa o vento, desenhando figuras na areia
O ambiente respira lento, o coração aprende a ouvir a cidade antiga
[Pre-Chorus]
Ritmo se aproxima do silêncio, abrindo portas dentro da pele
As palmas contam histórias de tambores que conhecem o tempo
[Chorus]
Vibra o ar, pulsa a rua, surge o mapa de uma memória compartilhada
Corpos de madeira se encontram em silêncio elástico, quase cantando
O tempo se dobra, o espaço se expande, é samba que não precisa de voz
[Verse 2]
Quicando em pares, os instrumentos respondem à chuva de passos na calçada
Percussões suaves em conversa, revelando um rosto que não se vê
A cidade respira em segundos, como um tambor que não cansa de bater
[Pre-Chorus]
O sopro sobe, o chão se abre, o mar de cobre acorda a pele
Nenhum texto, apenas sensação, move a alma sem dizer nada
[Chorus]
Vibra o ar, pulsa a rua, surge o mapa de uma memória compartilhada
Corpos de madeira se encontram em silêncio elástico, quase cantando
O tempo se dobra, o espaço se expande, é samba que não precisa de voz
[Bridge]
Corda que estica, metal que brilha, vento que vem de longe
Sons de búzios e maracás desenham um horizonte próximo
[Chorus]
Vibra o ar, pulsa a rua, surge o mapa de uma memória compartilhada
Corpos de madeira se encontram em silêncio elástico, quase cantando
O tempo se dobra, o espaço se expande, é samba que não precisa de voz
[Outro]
A cidade adormece em pulsos, a noite guarda o segredo do instrumento